Ragas da Alma

Por Savananda e Os Iniciados

“Há um Amor incomensurável viajando por todas as dimensões e planos (físicos e extrafísicos). Ele é a fonte vital, PAI-MÃE de todas as manifestações. Esse é o Amor que mora no coração.”

Há música d’alma no ar. Ela vem de priscas eras, sempre presente na alma dos iniciados de todos os tempos. Assim como as flores desabrocham na primavera, a música desabrocha no coração dourado, lugar da alma por excelência, onde se aninham o amor e a percepção real das coisas.

As ragas (1) indianas relembram ao coração a vibração da Terra e a pulsação do Espaço sideral. Nascem no sagrado “Pranava OM (2)” e misturam-se às correntes vitais do “anahata”(chacra cardíaco), inspirando a alma a pensar no divino.

Essa música viaja pelos nádis (3) sutis, elevando a percepção sideral do ouvinte que se aprofunda no âmago da criação. Não é música para as multidões insensíveis e presas a valores mundanos. É música d’alma, para quem quer expandir a alma, integrando-se à alma da vida.

O coração do Sr. Shiva é galante e generoso. Usa as notas musicais como veículo de seu ser. Dança com elas no ar e penetra no samadhi (4) de cada um.

Embora não pareça, devido ao seu aspecto fenomênico, o Sr. Shiva (5) é exímio músico, pois toca as ragas do amor, dedilhando-as no centro do coração das pessoas justas e caridosas.

As ragas indianas são um presente e uma inspiração do Sr. Shiva aos místicos e músicos do passado.

Que cada um preste atenção, pois é nas notas do coração que vibra a música mais pura (7).

Notas do sânscrito:

1. Ragas: São modos musicais, em número de oito, e cada um deles tem vários modos menores, chamados râginîs, que, por sua vez, tem várias harmonias.

2. Pranava: Palavra Sagrada, O Verbo Divino (Shabda): O OM: O Verbo Divino, A Vibração do Todo permeando a tudo, o mantra que na tradição hinduísta é associado a vibração divina da palavra criadora do Supremo.

3. Nádis: Condutos energéticos; Condutos sutis que interligam os chacras e transportam as energias pelo sistema..

4. Samadhi: Expansão da Consciência, Consciência Cósmica.

5. Shiva: Shiva: Na Cosmogonia hinduísta o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma, O Criador – Vishnu, O Preservador – e Shiva, O Transformador.
Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica. Por isso algumas imagens O mostram dançando dentro de uma roda (o universo).
Tridente de Shiva: Dentro do contexto hinduísta as energias se manifestam no plano fenomênico da existência em três aspectos vibracionais: Rajas (atividade), Tamas (inércia), e Sattva (equilíbrio ou pureza).
O tridente que Shiva carrega expressa essas três manifestações vitais (cada uma das pontas do tridente é uma das expressões energéticas) – Sendo o senhor das energias, nada mais natural do que Ele "portar nas mãos" o controle de suas manifestações.
Num contexto ainda mais esotérico, as três pontas do tridente também representariam os três nádis (condutos sutis – Ida, Píngala e Sushumna) que correm ao longo da coluna, e que são muito importantes na circulação da energia pelo corpo energético e nos processos de ascensão da Kundalini.
Inclusive, é muito comum vermos imagens de Shiva com diversas cobras najas penduradas pelo seu corpo. Elas representam a sabedoria, da qual Ele está repleto. Também representam a expansão da consciência (consciência cósmica, samadhi) nos processos ascensionais da Kundalini (Shakti).
Aqui por e-mail fica difícil explicar esses mecanismos bioenergéticos tão conhecidos dos iogues de todos os tempos e linhas.
Obs.: Alguns fundamentalistas cristãos associaram o tridente do Shiva e as cobras najas (que são apenas simbolismo iogue) à figura do diabo. E aí nem precisa dizer da confusão que eles fazem com isso, oriunda diretamente da falta de informação (ou, em alguns casos, de má intenção mesmo).
O olho aberto na testa de Shiva representa o "olho espiritual", que tudo vê.

6. Os Iniciados: Grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente. O grupo é composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos. Eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem sem olhar a quem.

7. Enquanto digitava essas linhas, um dos amparadores espirituais sugeriu-me a postagem de um texto da Cia. do Amor como contraponto ocidental desses escritos orientais. Daí escolhi o que se segue logo abaixo, já postado pelo site no ano de 2000, e que é um dos textos da Cia. do Amor que mais gosto.

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